MINHA HISTÓRIA COM O TARÔ – PARTE III

Quando resolvi assumir o Tarô como atividade remunerada, quis me profissionalizar usando como base livros nos quais pudesse confiar, até porque, desde os 13 anos, tive acesso a muitas informações desencontradas e antagônicas, que não permitiam que eu tivesse uma linha interpretativa única e clara, precisando apelar mais para a intuição que o conhecimento.

Na prática diária também percebi que era essencial começar uma leitura com muita certeza de que sistema estava usando para não interpretar as cartas ao meu bel-prazer (o famoso puxar a sardinha para o nosso lado). Por exemplo, se estava usando Marselha, não poderia interpretar algumas cartas dentro do sentido do Mitológico ou de Crowley, só porque isso ia ao encontro do que queria que fosse o resultado da tiragem. Em outras palavras, era preciso ser imparcial para não corromper o jogo.

TaroNeiVol2

Porém, por muitos anos não tive um sistema que gostasse mais, até encontrar a trilogia de Nei Naiff. Quando a li, resolvi deixar de lado o Tarô Egípcio de Kier; o Terapêutico, de Veet Pramad; o Mitológico; o de Crowley; o de Osho e até mesmo o de Waite, para focar mais no de Marselha.

Tarô de Marselha

Foi uma escolha consciente que me ajuda hoje a ter uma linha interpretativa consistente e, por causa disso, mais eficiente. Isso não significa que eu não utilize os outros baralhos esporadicamente, pois agora eles entram em situações específicas e suas atuações dentro das tiragens estão bem delimitadas.

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