Vanessa Mazza


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[DURANTE] Dos símbolos à vida real

Vanessa Mazza 14 de fevereiro de 2017

É comum que os consulentes queiram um nível de detalhamento super preciso quando consultam o Tarô. Porém, temos que nos lembrar que os arcanos são formados por símbolos e eles, por si só, são um pouco generalistas. Assim, mesmo que haja a especificidade da energia contida neles – o sucesso do Sol é diferente da vitória do Carro ou da realização do Imperador – não é possível saber exatamente como as coisas irão acontecer na vida real.

Se o tarólogo começar a tentar deduzir demais os detalhes dos acontecimentos narrados pelas cartas, é quando a consulta começa a ficar realmente especulativa. Por isso, é preciso cuidado ao ficar “chutando” possibilidades, pois o consulente tende a gravar só estas deduções, se esquecendo da interpretação primordial.

Por exemplo, podemos dizer que você irá conseguir algo, mas tal irá lhe decepcionar. O consulente vai querer saber: por que vai me decepcionar?

  • No caso do 3 de Espadas, podemos afirmar que verdades duras terão que ser aceitas ou que, após ter a coisa na mão, o brilho da conquista irá passar;
  • Com o 5 de Copas, veremos expectativas frustradas, no sentido emocional;
  • No 8 de Copas, poderemos entender um arrependimento;
  • Enquanto que no 5 de Espadas, um constrangimento, uma canseira.

Porém, é complicado neste ponto saber, só por estas cartas e sem fazer novos jogos, quais são as verdades duras, quais são as expectativas, de onde virá o arrependimento, etc.

Dependendo do que o consulente trouxer, poderemos deduzir e ajudar a pensar, mas não necessariamente o que imaginarmos é o que se verificará depois.

Pode parecer incômodo não saber exatamente o que irá acontecer, porém, seria muita prepotência acreditar que teríamos este poder. Nem mesmo a ciência, com seus instrumentos precisos, consegue acertar 100%.

Então, antes ficar grato por ter um pouco mais de clareza sobre o momento presente e os caminhos que estamos percorrendo e o que podemos encontrar (afinal, se vamos nos decepcionar, precisamos mudar/corrigir algo no aqui-agora, não é mesmo?), do que perder tempo numa busca por precisão que, em essência, não altera o resultado.

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