Vanessa Mazza


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Mesma ação, mesmos resultados

Vanessa Mazza 17 de agosto de 2015

É comum que passemos por problemas ou situações parecidas várias vezes ao longo da vida. Entretanto, isso não significa que a repetição em si não possa existir, pois o problema só ocorre quando se acredita que a mesma nasceu do acaso, azar, maldição, karma ou destino fixo (sem possibilidade de escape) ou ainda provinda da maldade alheia.

Isso faz tão mal ao nosso desenvolvimento!

Afinal, seria muito mais eficiente para nós se analisássemos estas ocorrências baseados no princípio de que se um efeito se repete continuamente é porque a causa permanece a mesma. E onde estaria a causa senão nas nossas próprias atitudes, pensamentos e emoções?

Vejamos exemplos comuns:

1. Um homem que sempre perde dinheiro;

2. Uma mulher que sempre se envolve com homens imaturos;

3. Um jovem que não consegue arrumar emprego;

4. Uma jovem que não passa em concurso nenhum;

5. Uma senhora que vira e mexe está com alguma doença diferente.

No caso 1, por mais que o homem seja honesto, disciplinado e comedido, ele acaba sempre escolhendo as pessoas que irão lhe dar calote, que sumirão “do mapa”, que serão ineficientes para lidar com seus investimentos ou que deixarão outras pessoas lhe roubarem. Este homem pode pensar que é azarado, que na outra vida era muito rico e agora é obrigado a ser pobre ou ainda ficar maldizendo os outros por suas desgraças. Porém, ele não percebeu que ele mesmo mantém um padrão contínuo de atitude e pensamento em todos estes negócios. Mesmo sofrendo estes reveses, ele continuou acreditando nas mesmas coisas e procedendo da mesma maneira. Em nenhum momento ele cogitou que, se fizesse diferente, poderia ter um resultado alternativo.

No caso 2, a mulher vive reclamando que seus namorados são imprestáveis, no entanto, é ela quem se apaixona por eles, que os procura, que evita os conselhos dos amigos que tenham preveni-la de que estes homens não são exatamente o que ela precisa.

Já no caso 3, o jovem é rejeitado em todas as entrevistas, mas até o momento não mudou de postura, não buscou aconselhamento, nem repensou se a pretensão salarial ou o tipo de vaga que busca é de fato adequada para ele. Na mente dele, não é bem sucedido porque os entrevistadores são ruins, as seleções são uma farsa e as pessoas que passaram foram indicadas antes.

Enquanto isso, no caso 4, a moça, apesar de estudar muito, não parou para refletir se os concursos são o que ela deseja de fato para a vida dela. Na verdade, o faz apenas para agradar seus pais que acreditam que ela não tenha capacidade para outra coisa. Por isso, acaba se sabotando nas provas, sem perceber. Seja como for, as desculpas dela para não passar são que os outros estudaram mais tempo, que os concursos são corruptos ou que a avaliação das provas foi ineficiente.

Por fim, no caso 5, esta senhora não admitiu para si mesma que gosta de ser cuidada pelas pessoas e que negligencia de propósito sua saúde para não ficar sozinha. Mas é evidente que, para os outros, ela culpa a medicina atual, as más condições da vida dela, a idade avançada, o tempo de trabalho que teve no passado, etc.

Como vê, em todos os casos, as pessoas buscam apenas fora as razões pelos seus problemas sem em nenhum instante a procurarem dentro de si. É claro que, em algumas situações a responsabilidade é compartilhada entre a parte interna e externa, mas, sem consciência e lucidez, é difícil enxergar a figura completa, a ponto de admitir nossos equívocos. Sem isso, viramos apenas joguetes da vida, achando que as coisas acontecem sem nosso poder, quando, no fundo, somos nós mesmos quem escolhemos os desfechos.

Portanto, se você anda vivendo um deja-vu constante, antes de transferir a culpa, analise sua atitude e faça de si mesmo o cientista da sua vida. Mude as variáveis, veja o que acontece! A partir dos resultados será mais fácil ver a causa. Tal como o médico, para fazer seu diagnóstico, realiza exames e propõe tratamentos, faça o mesmo na sua vida diária. Isso é melhor do que acreditar que existe uma nuvem negra sobre sua cabeça ou que você foi escolhido para ser mártir.

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