Vanessa Mazza


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O amor pode estar ao lado…isso se você conseguir enxergá-lo

Vanessa Mazza 15 de julho de 2015

Amar não é algo tão óbvio como podemos pensar, até porque, ele pode ficar mascarado com os conceitos que temos sobre ele.

Por exemplo, uma pessoa que aprendeu que amar é sofrer, irá acreditar que está amando alguém que a maltrata. Se outra pensa que amor verdadeiro é aquele cheio de drama e reviravoltas, pode confundir uma relação confusa e imatura com a de dois indivíduos que se gostam profundamente.

Neste sentido, tanto a pessoa do primeiro quanto do segundo exemplo, poderão ter a pessoa certa ao seu lado (a dita alma-gêmea) e simplesmente não reconhecê-la. Afinal, o amor é algo suave, compreensivo, presente, constante. Quem ama cuida, preserva, insiste. Por isso, a pessoa do primeiro exemplo, que está esperando sofrimento, irá achar que isso é só amizade. Já a segunda, que quer altas emoções, quando se encontra numa situação tranquila e confortável, vai analisar que o sentimento é pequeno e, portanto, não digno de nota.

Então, o que podemos fazer para não nos enganarmos e perdemos oportunidades valiosas?

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Primeiro, devemos pensar sobre o conceito de amor que possuímos. 

Quando você pensa em amor, em relacionamento ideal, o que lhe vem à mente? Que histórias do cinema ou da literatura você usa como base? Os desfechos dessas relações são felizes ou infelizes? Existem muitas complicações e desentendimentos no caminho? Os personagens começam se odiando e depois se amam?

Segundo, devemos analisar nosso modelo familiar.

Nossos pais, os tendo conhecido ou não, formam o primeiro modelo de casal que temos. Então, é bem provável que tenhamos a tendência, mesmo sem querer, a repetir o que conhecemos, o que é familiar. Se você é uma pessoa gentil, que amaria normalmente uma pessoa compreensiva como você, caso seus pais tenham tido uma relação típica de dominador-submisso, você poderá, sendo a parte mais suave, buscar alguém muito forte para controlar você, apenas porque isso lhe parecerá normal.

Terceiro, devemos entender se o nosso ideal de parceiro, de fato é o que precisamos.

Seja porque nos falam que determinado tipo de pessoa é mais interessante ou chegamos nesta conclusão por raciocínios equivocados, o fato é que muitas vezes nosso ideal de mulher ou de homem, não tem nada a ver com o que realmente nos faria felizes na prática. Por exemplo, tem mulheres que pensam que um homem misterioso, que não fala sobre seus sentimentos, as fará feliz, mas, no dia a dia, é muito difícil conviver com alguém que não se expressa, que se esconde e que foge dos problemas. Outras podem desejar homens muito inteligentes e racionais, o que também poderá ser desafiador, já que eles tenderão a ser ausentes emocionalmente, focados mais em ideias que em ações. É claro que existem as mulheres certas para estes dois tipos, as que são muito individualistas e desapegadas. Se não for seu caso, é melhor rever seus conceitos.

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Quarto, devemos enxergar as pessoas pelo que são e não pelo que queremos que sejam.

Muitas vezes achamos que amamos alguém, porque estamos vendo nelas a projeção de nossos desejos e não quem a pessoa realmente é. Uma mulher pode ser muito prática e precisar de um homem sagaz, eficiente, colaborativo perto dela, mas, ela pode permanecer ao lado de um homem extremamente sensível, dependente, imaturo. Ela vai sempre estar incomodada com o comportamento dele, vai forçá-lo a tomar atitudes que ele é incapaz de tomar, não vai admirá-lo em praticamente nada, mas continuará fantasiando que o ama, pois na sua imaginação ele é outra pessoa.

Tenho certeza de que se você avaliar bem estes quatro itens, terá mais capacidade para amar e reconhecer a pessoa certa, evitando tantos relacionamentos sofríveis que apenas lhe tiram a fé e a esperança a respeito do amor.

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