Vanessa Mazza


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Cuidado com as pessoas alarmistas

Vanessa Mazza 6 de maio de 2015

Muitas pessoas por aí nos contagiam negativamente e às vezes nem percebemos. Temos uma sensação, uma intuição, um desconforto, mas, mesmo assim, continuamos a nos relacionar com elas. Afinal, se tivermos clareza total de que esta ligação nos é prejudicial, teremos que efetuar mudanças, tais como se afastar da pessoa, o que nem sempre é fácil, principalmente se for um familiar ou amigo.

Porém, antes de qualquer coisa é preciso saber com certeza se esta pessoa que nos incomoda é de fato alarmista. Então, quer saber como reconhecer uma?

Basta observar se ela é:

Pessimista – É meio inevitável que uma pessoa alarmista seja em essência pessimista. Porém, não confunda pequenos desabafos de uma pessoa com pessimismo. A pessoa pessimista clássica nunca traz nada bom a qualquer conversa. Geralmente o discurso dela é pesado, sombrio e incômodo.

Infeliz na carreira e/ou relacionamento – Outro traço marcante do alarmista é que a vida dele não vai bem e isso faz bastante sentido, afinal, como alguém feliz no amor e/ou na carreira viveria prevendo o apocalipse? Portanto, se alguém vier lhe dar muitos conselhos ou tentar diminuir suas expectativas, pesquise a vida dele. Se não for nada admirável, reconsidere com olhos mais cautelosos o que ele lhe trouxer.

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Reclamona – Se é pessimista, automaticamente passa a ser reclamona, mesmo daquilo que está indo bem. A pessoa alarmista provavelmente nem percebe que reclama tanto, pois este costume virou parte de quem é ao ponto de ficar inconsciente.

Cansativa e desestimulante – Quando você fica ao lado de uma pessoa alarmista, vai se sentindo cansado e desmotivado. Se for pego desprevenido, pode voltar para a casa se sentindo péssimo, sem valor ou sem propósito. Seus planos, que antes lhe motivavam, poderão parecer tolos e ridículos, assim como medos que antes você não tinha, poderão começar a atormentá-lo.

Desdenhosa – O item anterior pode acontecer justamente porque este tipo de pessoa costuma desdenhar nossos sonhos e rir deles, como se fossem coisas de criança e não projetos sérios. Podem também usar sua própria história de fracasso como prova de que não dá para ser feliz ou bem sucedido na vida e que o melhor é ficar quietinho no seu canto para “evitar problemas”.

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Exigente – Curiosamente, estas pessoas podem ser igualmente críticas e exigentes com os outros. Parte da reclamação e do desdém vem disso também. Talvez porque não conseguiram muito da vida por si mesmas, passam a esperar que os outros preencham estas lacunas para elas, muitas vezes se fazendo de coitadas.

Autocentrada – Logicamente, uma pessoa que carregue todas as características acima, irá pensar apenas em si mesma, ao invés de reparar em você ou no grupo. Se for tomar decisões, serão aquelas que visam apenas o seu bem-estar e não o do coletivo. Isso acontece porque se alguém se sente injustiçado pela vida, vai querer tomar, mesmo que à força, tudo aquilo que pensa ser de seu direito, mesmo que, no processo, prejudique um monte de gente. Numa situação de emergência, por exemplo, o alarmista será o primeiro a fugir, mesmo que isso signifique condenar todo mundo à morte.

Cheia de crises – Se a pessoa tem muitos fracassos, consequentemente vive em crise em todos os lugares e com todas as pessoas. Parece estar o tempo todo perseguida por “forças inimigas”, karma, má sorte, inveja, etc. Geralmente irá chorar em público ou ter ataques de raiva. Irá faltar ao trabalho, ficar doente, ter desmaios, ser assaltada ou sofrer acidentes com frequências. Seus objetos vão quebrar, seus amigos ou familiares a deixarão na mão e assim por diante.

Vitimista – Portanto, o alarmista igualmente será uma vítima, um grande mártir, que, sem saber o motivo, vive sendo atacado pela vida. Por isso, reclamar, ser pessimista, cobrar as coisas de você são desculpáveis e aceitáveis na mente dela, já que sofre tanto.

Reload (detalhe) - Street art por Levalet (Charles Leval, Paris XIII, 2 janeiro 2015)

Reload (detalhe) – Street art por Levalet (Charles Leval, Paris XIII, 2 janeiro 2015)

Assim, o que você pode fazer para evitar ser contaminado por esta pessoa?  Existem algumas sugestões, tais como:

Manter distância – O que nem sempre é fácil, pois este tipo de pessoa é onipresente e insistente em nossa vida. Se for da família, pior ainda. Seja como for, evite o contato prolongado. Não fique muito disponível.

Não se igualar – É importante não se sentir um igual, pois isso implica na ideia de que o que deu errado para a pessoa, também dará para você.

Não a resgatar – Se estas pessoas se sentem vítimas, vão estar sempre pedindo sua ajuda e conselhos, embora nunca façam nada para mudar ou levem aquilo que você disser à sério. Apenas querem uma platéia para suas mazelas. Logo, tentar ajudar, orientar é perda de tempo e só lhe cansará.

Não se sentir obrigado a ficar por perto – Se for um amigo ou familiar, você pode ser compelido a ter que ficar próximo por dever moral, porém, se você não consegue ajudar a pessoa, principalmente pelo fato de ela não o permitir, não atravanque sua vida e seu desenvolvimento porque ela quer continuar estagnada.

Manter-se forte e firme – Como esta pessoa pode sempre tentar colocar você para baixo, mantenha-se forte em relação aos seus objetivos e não desista deles, principalmente se forem uma extensão de quem você é. Não se paute por um pessimista, nem tente agradar quem está apenas querendo nivelar todos abaixo de si.

Expressar seus objetivos com orgulho – Não tenha vergonha de seus sonhos, nem se intimide.  Para ganhar respeito e também influenciar estas pessoas positivamente, é preciso ser coerente e autentico.

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