Vanessa Mazza


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Como não ser mãe de seu companheiro

Vanessa Mazza 15 de setembro de 2014

Toda mulher tem mais ou menos desenvolvida a capacidade de cuidar dos outros. Mesmo que existam homens excelentes nisso, sempre foi natural à mulher a habilidade de dar conforto, apoio e proteção amorosa, seja aos seus filhos, amigos ou familiares. Porém, algumas mulheres, por algum motivo inconsciente, começam a tratar seus parceiros como se fossem suas mães e não namoradas e esposas. Isso se revela em pequenos gestos que fariam sentido à progenitora deles, mas que soa forçado ou deslocado quando saem da boca daquela com quem dividem a cama. O problema disso é que, a partir do momento que a parceira se torna mãe, ela perde seu sex appeal. Afinal, que homem normalmente iria desejar sua mãe? Por isso, muitos casamentos acabam virando mais uma relação de amizade que de amor, e não porque faltasse este último sentimento, mas porque se assumiu um papel que não fazia sentido dentro do contexto do relacionamento.

Cuidar e se preocupar faz parte, porém, existe um limite que não deve ser cruzado. Assim, se você suspeita que esteja sendo mais mãe que mulher, veja se faz alguma dessas coisas abaixo exageradamente:

  • Entrar em contato excessivamente para saber se ele está bem;
  • Preocupar-se se ele está bem agasalhado;
  • Planejar as refeições, com receio de que ele passe fome;
  • Preparar as comidas tendo em vista o que ele gosta;
  • Deixar que ele escolha os passeios que farão;
  • Deixar que ele escolha os programas que verão na televisão;
  • Arrumar a cama de casal;
  • Recolher as roupas dele e lavá-las;
  • Arrumar o banheiro depois que ele usar;
  • Passar as roupas dele e pendurá-las;
  • Cuidar dos compromissos da agenda dele;
  • Não deixá-lo fazer nada quando está doente;
  • Não pedir ajuda dele, inclusive quando precisa;
  • Controlar os gastos dele;
  • Não deixá-lo sair com amigos sem você;
  • Exigir horário de volta ao lar;
  • Criticá-lo quando ele não faz as coisas corretamente, fazendo exigências;
  • Falar com ele como se fosse uma criança, dando colo e fazendo mimos;
  • Comprar as coisas que ele gosta com frequência para agradá-lo;
  • Ceder sempre que ele fizer alguma chantagem emocional;
  • Levá-lo de carro para todos os lugares, mesmo quando ele não faz questão e poderia ir de outra forma;
  • Pensar duas vezes antes de comprar alguma coisa que você precisa, mas nunca negar quando é para ele.

Reconheceu-se em várias dessas situações? Portanto, prefira agir dessa forma (considerando que seu relacionamento é bom e que seu companheiro é alguém direito):

  • Se perceber que ele não tem se cuidado nos últimos tempos, sente e converse com ele para saber como estão as coisas. Sugira atividades para sanar estas questões ao invés de ressaltar o lado negativo do que ele (não) tem feito;
  • Confie na palavra dele quando for sair com amigos e evite vigiá-lo ou supervisioná-lo;
  • Quando ele não fizer algo, peça novamente ao invés de brigar ou fazer chantagem;
  • Peça ajuda sempre que precisar;
  • Converse com ele como adulta, mesmo quando estiverem brincando ou se dando carinho;
  • Se estiver frio ou chovendo e ele não levar a blusa/guarda-chuva, não se preocupe. Quando ele ficar resfriado ou ensopado, vai sempre se lembrar de levar a ambos;
  • Não dê carona para todos os lugares na hora que ele quiser, se isso lhe atrapalha e você precisa fazer todo um planejamento para atendê-lo;
  • Não deixe de comprar coisas para você porque o dinheiro que tem está sendo todo investido nas coisas dele;
  • Se ele deixou as coisas desarrumadas, não mexa. Se você sempre arrumar, ele nunca irá criar o hábito;
  • Se houver tarefas em casa que dizem respeito a ambos, faça revezamento com ele. Se ele falhar no dia dele, não conserte;
  • Você pode agradá-lo de vez em quando, porém, isso não pode ser regra diária. Você também tem outras pessoas a agradar, inclusive a si mesma;
  • É bom revezar também a escolha da comida, do restaurante, do filme, do programa de TV para que ambos fiquem satisfeitos. Se não for possível conciliar, aprenda a assistir ou fazer o que gosta sozinha e deixe-o só, quando for algo que ele prefere, mas você não;
  • Não cuide do dinheiro dele, nem de seus compromissos, salvo se forem parceiros de negócio;
  • Questionar se ele está bem, só quando ele realmente fugir a sua rotina habitual;
  • Confiar quando ele disser que “está tudo bem” e não ficar insistindo.

Por fim, lembre-se que quando temos um relacionamento, isso significa que somos dois adultos que escolheram estar juntos, mas que, antes disso, eram independentes. Por isso, não faz sentido achar que ele não irá cuidar da casa ou que irá se aventurar na rua se, antes de você aparecer, ele vivia sozinho e sobreviveu a isso.

Ou seja, deixe para ser mãe dos seus filhos e sobrinhos e de crianças em geral.

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