Vanessa Mazza


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Você consegue reconhecer a “pessoa certa”?

Vanessa Mazza 1 de setembro de 2014

Todos nós buscamos a pessoa ideal e é raro quem não se importe com o amor. Porém, muitas vezes escolhemos errado ou falhamos até acertar. Portanto, se você ainda está nesta busca, veja algumas reflexões para perceber se está sabendo reconhecer ou não a pessoa certa:

  • A aparência dele/dela é mais importante que seu conteúdo – Cuidado! Geralmente o que nos faz nos atrair por alguém em primeiro lugar é a parte física (hormônios). Por isso, quando a química acontece, temos a tendência a acreditar que isso é prova de que o resto (parte espiritual, mental e emocional) obrigatoriamente terá que combinar. Nem sempre isso é verdade.
  • Você vive com esta pessoa momentos dramáticos ou cheios de aventura – Existe também a crença popular, romântica, de que para ser amor, é preciso muito arrebatamento. Assim, você pode preferir ficar com alguém que está sempre metido em confusão, que tem uma vida complicada ou que sempre lhe surpreende. Porém, relacionamento bom se faz com constância, confiança e estabilidade. Se você não puder contar com a pessoa quando precisa, esta provavelmente não é a pessoa certa.
  • Você se doa totalmente ao outro e ele mantém sua individualidade – Este ponto é muito importante. Por amor, fazemos sacrifícios, deixamos coisas ou pessoas que gostamos de lado, mudamos nossa vida e nos adaptamos. Porém, se só nós fazemos isso, também não existe relacionamento verdadeiro. Estamos apenas sendo usados pelo outro e pior, passamos a utilizar estas ações abnegadas como moeda de troca: eu faço isso e você me dá um pouco de carinho ou atenção.
  • O parceiro humilha, bate ou ofende constantemente – Podemos chamar de relacionamento aquele no qual nosso parceiro se sente à vontade e no direito de destruir nossa autoestima? Que não se importa em ferir nossos sentimentos e nosso corpo físico? Que nos repreende em público, fala mal de nós pelas costas ou tira nosso mérito? Ser capacho de alguém não é se relacionar.
  • O companheiro trai ou mente sistematicamente, sendo sempre perdoado em seguida – Costuma-se dizer que quem ama de verdade não sente a necessidade de trair ou de mentir indiscriminadamente. Até se pode reconhecer a beleza de outras pessoas, mas daí a querer e fazer qualquer avanço…Como chamar então de “pessoa certa”, alguém que não o coloca em primeiro lugar na preferência? ou que é incapaz de ser sincero?
  • Você é controlado, enquanto o outro vive a vida que deseja – O cenário é conhecido. Um dos parceiros assiste o que quer na televisão e no cinema, vai aos restaurantes que escolheu, usa as roupas que gosta, sai e volta a hora que quer, traz visitas em casa sem perguntar antes, se abstém de reuniões familiares do parceiro, mas deixa seus próprios familiares irem e virem à vontade, gasta o dinheiro do casal para seus interesses pessoais, sem permitir que seja gasto em coisas para o outro, não ajuda na limpeza e organização da casa, mas reclama quando as coisas não estão adequadas. O outro parceiro que tem todos os passos medidos e controlados (roupa que usa, comida que come, músicas que ouve) e é impedido de fazer qualquer coisa,  realmente fez uma boa escolha amorosa?
  • A pessoa é a materialização dos desejos da sociedade, mas não dos seus – Tem pessoas que se casam apenas para agradar aos pais ou a sociedade em geral. Assim, acabam preferindo uma pessoa com bens materiais ou trabalho estável, mesmo sem amá-la. Ou ainda alguém considerado “normal”, mesmo quando está apaixonado por uma pessoa não convencional.

Entre tantas outras questões que poderia levantar aqui, é essencial que se lembre que, na hora de escolher, é preciso ser autêntico e ficar com quem fala ao seu coração, mesmo que os outros não concordem ou compreendam. De todo modo, para tirar a dúvida, pergunte a si mesmo:

  • Eu me sinto em paz com esta pessoa?
  • Eu me sinto livre para ser quem eu sou e falar o que penso?
  • Eu consigo ser espontâneo?
  • A intimidade entre nós dois é fácil e simples?
  • Eu não me interesso amorosamente por outras pessoas?
  • Eu me sinto segura e compreendida?
  • Eu me sinto apoiada quando preciso?
  • Esta pessoa está presente constantemente?
  • Ela me respeita e é gentil comigo?
  • Ela tenta me agradar e me fazer feliz e recebe com gratidão o que faço por ela?
  • Se existem desentendimentos, resolvemos rapidamente?

Se a maioria das resposta for sim, você provavelmente está com a pessoa certa. Se não, é bom se questionar porque permanece num relacionamento ruim.

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