Vanessa Mazza


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Como lidar ou eliminar o estresse da sua vida

Vanessa Mazza 17 de agosto de 2014

É dito que o estresse é a doença do século XXI, sendo, por exemplo, um dos fatores que diminuem a saúde, pois não atinge apenas a parte psicológica. Segundo um levantamento da Associação Internacional do Controle do Estresse, ISMA (International Stress Management Association), o Brasil é o segundo país do mundo com os maiores níveis de estresse em sua população. Parte da responsabilidade está no fato de termos a noção de que viver para o trabalho é o que nos torna profissionais melhores numa sociedade que nos exige tanto, quanto a capitalista.

Porém, o problema não está exatamente na quantidade de atividade que um indivíduo pode ter e sim na qualidade desse mesmo trabalho. Digo isso porque quando a pessoa está feliz e satisfeita com o que faz, o que fica cansado é apenas o corpo, que pode ser facilmente recuperado com uma boa noite de sono. Agora, quem se atormenta psicologicamente o dia inteiro, às vezes nem trabalha tanto, mas se sente muito mais exaurido. Por isso,  passar pelos dias é muito mais pesado e se torna um movimento de estresse crescente.

Se reconheceu nesta situação?

Apesar da falta de amor ser um dos principais motivos para o estresse, a meu ver (seja por si mesmo, pelo que se faz, etc), existem outros fatores que contribuem para esta tensão, tais como:

– excesso de ruídos no ambiente;

– luzes artificiais;

– falta de exercício físico regular;

– poluição do ar ou da água;

– engarrafamentos (idas longas ao trabalho);

– excesso de informações e de preocupações;

– tentar medir sua autoestima pela capacidade de realização e sucesso profissional;

Por isso, antes de continuar repetindo para si mesmo que manter o estresse vale a pena pois você se torna um profissional melhor, veja o que você pode ganhar se se manter estressado por muito tempo:

– doenças como gastrite, cólon irritável, pressão alta, dores musculares, alergias, problemas de pele;
– dependências de alimentos, remédios, álcool, drogas para se manter razoavelmente equilibrado;
– desenvolvimento de desequilíbrios emocionais, como depressão, pânico, ansiedade crônica;
– perda de qualidade no trabalho, desorganização da vida, negligência na vida social e pessoal;
– sono prejudicado e perda de memória;

Então, o que fazer para, senão acabar com ele, pelo menos diminui-lo a um nível aceitável?

Que tal:

– buscar simplicidade nas coisas;
– alimentar-se corretamente;
– praticar alguma atividade física;
– entrar em contato com a natureza mais vezes;
– descansar com mais frequência;
– meditar;
– fazer coisas que gosta sem culpa;
– administrar melhor seu tempo;
– delegar;
– evitar atalhos (como drogas) para se sentir melhor;
– fazer uma terapia;
– livrar-se do que não lhe serve mais, incluindo relacionamentos;
– dormir bem e o suficiente;
– praticar o ócio criativo;
– não se envolver demais com problemas alheios;
– deixar de tentar controlar tudo;
– passar tempo de qualidade com a família e amigos;

Você pode não conseguir colocar todas estas dicas em prática, porém, se começar por uma e se manter firme nela, as outras virão por associação. Você só tem a ganhar!

Baseado neste texto – http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/edicoes/63/artigo211972-1.asp
Estresse: o mal do século, de Fátima Bittencourt
Revista Psique

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