Vanessa Mazza


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Quando a crítica é sinal de infelicidade

Vanessa Mazza 4 de junho de 2014

Quando somos felizes, temos a tendência a sermos mais compassivos, tolerantes, pacientes, vendo mais o lado positivo das coisas. Mesmo que as falhas e erros alheios sejam percebidos com clareza, não nos incomodamos. Apenas lidamos com isso rapidamente, resolvendo nossa parte e não perdemos tempo com lamentações ou mágoas.

Por isso, se uma pessoa passa grande parte de sua vida criticando os outros, mesmo que o que diga seja verdade e/ou sua intenção seja construtiva, este foco exagerado no que não está dando certo pode apenas esconder sua infelicidade pessoal. É como se ela dissesse para si mesma: “bem, já que não tenho o que desejo, vou apontar nos outros o quanto eles também não sabem o que estão fazendo de suas vidas.”

Não é a toa que costumamos dizer que pessoas que vivem resmungando são “mal-amadas”. A questão é que não falta a elas amor dos outros e sim, amor-próprio. Afinal, quem se ama e conhece seu valor não necessita da atenção alheia. Neste sentido, é mais correto dizer que estas pessoas estão sofrendo e não que são ruins ou gostam de praticar o mal.

Em última instância, semelhante atrai semelhante. Ou seja, como alguém triste, que vive se criticando, pode fazer outra coisa a não ser provocar infelicidade, falar dela e criticar as outras pessoas?

Portanto, não se engane com pessoas que parecem muito seguras de si, chegando inclusive ao afetamento. Se elas sentem necessidade de rebaixar é porque já se veem como inferiores. O melhor que você pode fazer é filtrar o que dizem extraindo o que é útil do que é tendencioso, agradecer e se afastar. Nunca se envolver, se chatear, tentar mudar esta pessoa, pois agressividade é o que ela espera. Tolerância, respeito e consideração, não.

Daí que o exemplo sempre influencia mais que as palavras, principalmente quado é autêntico e vem do coração.

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