Vanessa Mazza


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Quando o controle nos prejudica

Vanessa Mazza 16 de janeiro de 2014

Ter a vida em ordem é algo que muitos de nós almejam, porém poucos conseguem. Isso acontece porque é preciso ter disciplina, uma mente analítica, boa vontade, persistência e constância, o que nem sempre é fácil, desejável ou agradável.

Quem tem esta capacidade, consegue realizar muitas coisas e assumir diversas responsabilidades, porém, quando controlar se torna o centro da sua vida e realidade, esta pessoa pode simplesmente perder de vista o essencial e, assim, sofrer uma série de malefícios, incluindo aí, crises nervosas, doenças e rompimentos afetivos.

Por isso, se você se vê como alguém controlador, tome cuidado com:

  • Invasão de privacidade – se não confiamos no outro, iremos querer controlá-lo. Para isso funcionar, teremos que obter o máximo de informações possíveis, nos levando a ações pouco éticas, como invadir contas de email ou de redes sociais, bisbilhotar bolsas e celulares ou ainda especular com conhecidos. Este tipo de atitude pode não ser descoberta, mas com certeza semeia a discórdia e cria um abismo entre você a pessoa vigiada;
  • Falta de limites – se achamos que temos o direito de controlador o outro, poderemos muitas vezes tomar decisões a revelia dele ou contar sobre sua vida íntima, sem pensar nas consequências emocionais;
  • Sentimento de onipotência – quando temos muita eficiência, podemos propagar a falsa ideia de que somos insubstituíveis. Assim, acreditamos que somos “donos da verdade”, não aceitando ideias nem sugestões alheias, por melhores que sejam. Além disso, existe a tendência a que passemos a literalmente mandar nos outros, exigindo que façam e vivam a nossa imagem e semelhança;
  • Medo do novo – se gostamos de controlar, isso significa que as coisas devem sempre acontecer de determinada forma, a rotina precisa permanecer, imprevistos não podem surgir. Porém, a vida não é um programa de computador (e mesmo este muitas vezes nos pega de surpresa!). O fato é que se algo, fora de nosso planejamento aparece, perdemos o equilíbrio, ficamos nervosos, tensos, lutamos contra ao invés de simplesmente lidar com a questão e nos adaptarmos;
  • Sobrecarregamento – se partimos do pressuposto de que as pessoas não são confiáveis ou não irão fazer as coisas certas (leia-se “do nosso jeito”), a tendência é acumularmos cada vez mais funções, tarefas, atividades e responsabilidades, ficando exaustos e insatisfeitos. Afinal, acabamos não podendo relaxar, nem nos divertir, pois sempre terá algo para ser feito, analisado, supervisionado, acompanhado. Nestas horas, aprender a delegar é uma atitude salvadora;

Se reconheceu em algum desses itens? Veja algumas dicas para usar apenas o lado bom do controle:

  • Humildade – lembre-se que o mundo não gira ao seu redor, assim, nem tudo depende de você e, errar é normal e esperado, não significando que você é menos por causa disso;
  • Liberdade – deixe as pessoas se expressarem livremente. Você só vai descobrir se alguém realmente é bom se vir do que é capaz. Se você sempre tomar a dianteira, nunca será surpreendido;
  • Paz de espírito – faça meditação, relaxamento, yoga, tai chi chuan, tome florais, faça terapia, tire férias, fique em contato com a Natureza. O importante é ter calma e tranquilidade, pois suas ações serão mais certeiras e você sofrerá menos;
  • Diversifique – não resuma sua vida a atividades úteis. Coloque cor, alegria e diversão nela, fazendo outras coisas, inclusive aquelas que não vão lhe levar a lugar nenhum, mas que lhe trarão mais satisfação pessoal.

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  1. Pingback: Não viva a vida do outro como se fosse sua - Vanessa Mazza

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