Vanessa Mazza


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9 mitos do amor através das comédias românticas

Vanessa Mazza 14 de janeiro de 2014

A revista Cosmopolitan trouxe uma matéria com 10 erros sobre o amor propagados pelos filmes. A maioria deles versam sobre questões que já me incomodavam, mas que, até então, não havia escrito. Assim, resolvi trazer algumas citadas pela publicação e outras observadas por mim.

1.Ódio a primeira vista – Grande parte dos filmes começa com esta premissa e, costuma se repetir tantas vezes que quando vemos dois personagens brigando ou mostrando antipatia, já sabemos que ficarão juntos no final. O último exemplo que vi foi o do filme Truque de Mestre, no qual os agentes do FBI e da Interpol tem uma rixa no começo e depois se envolvem. Na vida real, dificilmente um homem que você considera babaca ou uma mulher que lhe é insuportável, se tornará o amor da sua vida em poucos dias. Ficar propagando esta ideia só ajuda as pessoas a terem relacionamentos frustrantes, acreditando que poderão mudar o outro ou que é preciso que haja esta dose de ódio para poder se tornar um relacionamento realmente interessante ou grandioso. Na verdade, é a empatia, a compreensão sem palavras, a afinidade que levam duas pessoas a construírem um relacionamento duradouro e satisfatório. Um exemplo clássico que talvez tenha inspirado estes filmes é o livro Orgulho e Preconceito de Jane Austen, que narra como o orgulho de Mr. Darcy e o preconceito de Elizabeth impedem que ambos percebam que gostam um do outro.

Cena de Orgulho e Preconceito

Cena de Orgulho e Preconceito

2.Encontros sob a chuva – Eu, particularmente, adoro a chuva, mas detesto me molhar, por isso, não sei como seria romântico vivenciar uma cena de amor enquanto fico ensopada. Estranhamente, muitos filmes e novelas mostram casais tendo seu ápice sob uma chuva torrencial. Do ponto de vista simbólico, uma grande quantidade de água pode representar um fluir intenso de emoções, porém, na vida cotidiana, as pessoas não saem correndo na chuva. Elas ficam abrigadas em algum lugar, abrem um guarda-chuva ou chamam um taxi.

Cena de Diário de Uma Paixão

Cena de Diário de Uma Paixão

3.Corridas desesperadas contra o tempo – Ok. Quando a pessoa amada está na iminência de partir, compreendemos que temos que assumir nosso amor e ficar com ela. Porém, é preciso mesmo sair correndo em avenidas congestionadas ou interromper vôos? A pessoa não vai para o espaço sideral numa viagem só de ida e sem comunicação. Você pode telefonar, pegar o próximo vôo, um ônibus e resolver a questão sem atrapalhar dezenas ou centenas de pessoas no processo.

Cena de Como perder um homem em 10 dias

Cena de Como perder um homem em 10 dias

4.Declarações em público – Nem todo mundo gosta de se expor dessa maneira. Além disso, não é porque é dito “aos quatro ventos”, que o amor é real. Afinal, a pessoa vive falhando com você e, de repente no meio de um jogo, um show, restaurante, você vira o amor da vida dela? É para desconfiar da coerência dessa pessoa.

Cena de 10 coisas que eu odeio em você

Cena de 10 coisas que eu odeio em você

5.Homens falando o que pensam e sentem – Por mais que as mulheres desejem e sonhem com isso, a maioria dos homens não falam o que sentem, muito menos de forma tão bonita e articulada. Na verdade, geralmente os que conseguem isso não são muito confiáveis, posto que usam esta habilidade para seduzir e manipular (nem sempre com más intenções), vide palestrantes ou políticos. De todo modo, em relacionamentos normais, os homens tendem a se isolar em conflitos ou a mostrar o que sentem por meio de ações e não tanto de palavras. Então, em suma, se um homem faz as compras para a mulher, mas não repara no seu corte de cabelo, ele a ama, enquanto que o que elogia sua roupa, mas a deixa na mão esperando por ele uma hora, não.

6.Muitos obstáculos e sofrimentos – Amor não precisa rimar com dor, embora os filmes românticos o façam direto para que haja um drama interessante de se assistir. Felizmente, viver um grande amor pode ser muito tranquilo e pacífico. Por isso, não fique esperando por complicações sem necessidade. Sua vida não precisa ser uma representação de Moulin Rouge ou Titanic.

Cena de Moulin Rouge

Cena de Moulin Rouge

7. Propostas de casamento elaboradas – As pessoas não precisam de propostas de casamento mega elaboradas ou mesmo de grandes cerimônias para serem felizes no amor. Pessoas que moram juntas também não precisam se casar formalmente se não quiserem. Muitas vezes um simples jantar entre amigos é suficiente para selar esta nova fase na vida destas pessoas. O importante é ser coerente e autêntico. Afinal, estamos casando por nós ou pelos outros?

8. Carreira x relacionamento – Ninguém deve ser obrigado a escolher entre um e outro. Porém, muitos filmes românticos mostram isso, inclusive de um ponto de vista machista, pois geralmente é a mulher quem abandona sua carreira para satisfazer as necessidades do homem. Três exemplos me veem a mente: Como Perder um Homem em 10 Dias, quando a personagem de Kate Hudson deixa um emprego de jornalista respeitável em outro estado, que era o que ela queria desde o começo do filme, para ficar com o já bem-sucedido Matthew Mcconaughey, o Do que as Mulheres Gostam, no qual Helen Hunt fracassa profissionalmente e perde o emprego por causa da falta de ética de Mel Gibson e mesmo assim fica com ele e, finalmente O Mensagem Para Você, que mostra Meg Ryan namorando com Tom Hanks, apesar de ele ter contribuído para a falência de sua tão graciosa loja de livros infantis.

Cena de Mensagem para Você

Cena de Mensagem para Você

9. Apreço pela beleza – Muitos filmes mostram casais que só ficam juntos depois que um dos dois se torna bonito, pelo padrões vigentes. Ou seja, as pessoas convivem direto e não se apaixonam, aí um dos dois faz uma plástica, usa roupas bonitas e pronto, o amor se instala? Este é o caso do Miss Simpatia, quando Sandra Bullock faz um make-over para se infiltrar num concurso de beleza e seu parceiro resolve finalmente se interessar por ela. O contrário também se verifica. Um filme da década de 90, Não Diga Quem Sou Eu, mostra Steve Guttenberg, o irmão gordinho e desajeitado de Shelley Long, que se apaixona por Jami Gertz. Como Shelley é uma novelista, ela motiva uma transformação física no irmão, cria uma história de vida interessante para ele e o ajuda a conquistar a mocinha. Porém, convenhamos que Jami se apaixona por uma ilusão, que provavelmente vai ruir após um tempo de relacionamento, coisa que, obviamente, os filmes não mostrarão para não perder o “viveram felizes para sempre”.

Cena de Miss Simpatia

Cena de Miss Simpatia

Para ver a matéria do Cosmopolitan, clique aqui

Vanessa Taro

Se encontra numa dessas situações? Veja como se consultar – http://vanessamazza.com.br/2012/10/07/consultas-on-line-e-presencial/

Comments (1)

  1. Pingback: Especial Dia dos Namorados: Artigos para ajudar sua vida amorosa

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