Vanessa Mazza


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Tarô no Divã: Quando o consulente quer consultar a qualquer hora

Vanessa Mazza 10 de dezembro de 2013

Sim, tarólogos não são androides, nem fazem plantão de 12 horas como os médicos no Pronto-Socorro. Assim, não estão disponíveis a qualquer hora e em qualquer lugar, até porque dificilmente uma consulta emergencial iria ajudar quem está nervoso, ansioso ou alterado emocionalmente. Isso é trabalho para os conselheiros, os religiosos, os mentores espirituais, os amigos íntimos, os familiares.

Uma consulta de tarô é algo que você faz quando está calmo, lúcido, pronto a prestar atenção, a estudar seu comportamento, suas ações. Desse modo, você poderá refletir com profundidade e decidir o que fazer nas várias áreas de sua vida. Se estiver abalado emocionalmente, irá querer ouvir coisas boas que lhe acalentem o coração e as cartas não servem a este propósito. Elas dizem a verdade, e muitas vezes a mesma é dura de ouvir.

Além disso, querer que o tarólogo lhe atenda sem aviso prévio, é falta de respeito e consideração por ele. Afinal, ele pode ter planos, uma agenda já montada, compromissos, férias, uma viagem marcada, uma emergência familiar, fora as coisas cotidianas como ir almoçar, buscar os filhos na escola, dormir. E, como dar valor ao que ele for dizer, se você exigiu que ele lhe atendesse de qualquer jeito, na correria?

Os dois saem perdendo sempre: consulente e tarólogo. O primeiro acaba achando que tudo é uma bobagem, já que queria consolo ou uma cura para ansiedade e o segundo fica frustrado porque se adaptou a uma situação desconfortável e constrangedora para no fim não ser muitas vezes pago ou respeitado.

Portanto, planeje suas consultas, tal como você sabe que deve prevenir as doenças, fazendo exames de rotina. Os plantonistas do PS e os tarólogos agradecem!

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