Vanessa Mazza


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Tarô no Divã: Quando o consulente compara consultas

Vanessa Mazza 20 de outubro de 2013

Alguns clientes costumam seguir por uma espécie de via sacra. Vão passando de tarólogo em tarólogo só para ver se algum deles dirá algo diferente ou mais interessante. Desse modo, mais importante do que ter a resposta a sua dúvida, estas pessoas vão juntando tantas informações, nem sempre coerentes entre si que, no final, acabam não servindo para nada.

Por exemplo, uma consulente quer saber se ela e Fulano ficarão juntos. O primeiro tarólogo diz que não, pois Fulano não gosta dela. Não satisfeita, ela vai no segundo profissional. Este diz que não, porque Fulano gosta de outra. Um terceiro diz que talvez, se ela fizer X, poderá conquistá-lo. No quarto, ela ouve que sim, que ele a ama muito, mas é tímido. No quinto, a cliente descobre que ambos são almas gêmeas, mas que forças ocultas os impedem de ficar juntos. No sexto, é informada que Fulano só tem amizade por ela, mas que mesmo assim podem ter um caso.

Depois de tudo isso, como ela irá agir? Normalmente este tipo de pessoa faz aquilo que já queria fazer antes, independentemente do que saia no Tarô. Mas, se quiser seguir o que foi dito, o primeiro ou o segundo a farão desistir. Enquanto que o terceiro e o sexto, a levarão a tomar iniciativas e a ficar “em cima” de Fulano. O quarto e o quinto irão mantê-la presa no relacionamento, mesmo que nada aconteça.

Por isso, é importante confiar no tarólogo e criar um relacionamento a longo prazo com ele, pois, em primeiro lugar, ele vai conhecer a sua história e a cada consulta as leituras se tornarão mais efetivas. Em segundo, você seguirá as orientações com mais confiança. Se tiver dúvidas, poderá resolvê-las mais rapidamente. Agora, se consultar 6, 10, 15 profissionais, você nunca terá noção real de quem é bom, pois suas ações determinam o rumo dos acontecimentos. Ou seja, se você não ficar com Fulano, você não entenderá o que aconteceu. “Ele não gostava de mim, gostava de outra, é tímido ou eu não me esforcei o bastante? é o que irá se perguntar continuamente, ficando paralisada.

De todo modo, o problema não para por aí. Além disso que foi descrito, cada tarólogo terá que enfrentar as observações fora de hora desse tipo de consulente que dirá para o terceiro tarólogo de nosso exemplo: “Ué, mas o outro tarólogo que consultei disse que ele não gosta de mim”.  E assim por diante.

É claro que a tendência é que a maioria das consultas mostre mais ou menos o mesmo resultado, que irá variar por causa da bagagem cultural, do estilo de leitura e da experiência de cada profissional. Mesmo assim, para que gastar tanto tempo e dinheiro fazendo sucessivas confirmações, se no fim sua ideia já está pronta e fixa? E por que questionar e comparar o trabalho de cada profissional como se por associação já estivessem errados, desrespeitando-os?

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