Vanessa Mazza


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A linha tênue entre arrogância e autoconfiança

Vanessa Mazza 12 de outubro de 2013

A arrogância nem sempre está naquilo que dizemos a nosso respeito, como nossas viagens, conquistas, talentos, conhecimentos, etc. Pode estar na forma, no tom, no momento em que escolhemos compartilhar com outros estas informações. É claro que parte do significado de qualquer mensagem está em quem a recebe – se a pessoa tem baixa autoestima, tudo será motivo para fortalecer esta ideia.

Porém, é interessante termos consciência sobre os motivos que nos levam a nos expor. Só assim poderemos afirmar com honestidade se estávamos apenas partilhando algo bom a nosso respeito ou se queríamos de alguma maneira nos sobressair aos outros, mesmo que sem intenção. Em suma, é preciso encontrarmos um equilíbrio, pois, se se fingir medíocre para pertencer ao grupo é um desserviço à evolução humana, se mostrar melhor o tempo todo, também revela falta de sensibilidade e compaixão pelo próximo. Afinal, a pessoa arrogante pode até acreditar que está ensinando ou dando o exemplo ao grupo, sem perceber que, no fundo, está apenas se autoafirmando.

Veja alguns exemplos para entender quando existe ou não arrogância:

Pessoa autoconfiante:

– Fala com assertividade sobre aquilo que de fato conhece, mas não se coloca como um expert. Antes, dá fontes seguras para que a pessoa possa buscar se aprofundar;

– Comenta sobre realizações importantes quando elas fazem sentido dentro do contexto e agregam a uma discussão ou situação;

– Informa de algum talento específico quando isso é útil ao grupo ou evita algum equívoco;

– Conta sobre alguma viagem, compra, etc quando isso visa trazer conhecimento e compartilhar uma alegria genuína;

– Fala a verdade quando é perguntado (como onde comprou determinado produto), mas não fica espalhando a informação se ninguém tiver mostrado interesse;

Pessoa arrogante:

– Dá conselhos fora de lugar, afirmando quais são seus predicados;

– Usa palavras difíceis (e muitas vezes desnecessárias) só para mostrar erudição;

– Fala ou escreve em língua estrangeira, sem informar motivo ou colocar a devida tradução, para um grupo onde sabidamente as pessoas não compreendem, apenas para se sentir especial;

– Faz questão de sempre inserir em conversas aleatórias seus feitos ou viagens internacionais, para sempre lembrar o outro de que é melhor;

– Faz ameaças públicas, acreditando que os outros o temerão por isso de alguma maneira;

– Exibe suas posses de forma evidente ou ainda faz questão de analisar pejorativamente o que o outro tem por associação;

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