Vanessa Mazza


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Viciados em Tarô

Vanessa Mazza 26 de setembro de 2013

Quando descobrimos o Tarô, ficamos maravilhados com a amplitude de suas possibilidades, assim, é muito fácil que entremos num círculo vicioso no qual tudo e qualquer coisa vire motivo para uma consulta.

A questão é que tal como uma pessoa que se pesa diariamente para ver se houve redução no peso, mas que não faz nada para mudar – ou seja, não segue uma dieta, nem faz exercícios, – os cartomantes e as cartas em si não operam milagres.

Assim, se as cartas deram uma resposta, não adianta perguntar de novo amanhã a mesma coisa, mesmo que a pergunta seja ligeiramente diferente. Também não é nada saudável fazer a mesma consulta com vários tarólogos diferentes para ver se um diz uma “verdade” melhor que a do outro. Muito menos espere que as cartas decidam por você, pois isso é apenas transferência de responsabilidade.

Então, antes de qualquer coisa, se acalme, coloque a cabeça no lugar, durma, tome um banho relaxante, saia para caminhar, chore no ombro de um amigo, faça uma viagem, qualquer coisa. Aí sim, com as emoções sob controle, procure a consulta. Você não só aproveitará mais, como entenderá mais profundamente e estará apto para decidir o que realmente precisa.

Pois creia-me, você não vai conseguir nada seguindo o comportamento compulsivo indicado acima. Você apenas ficará girando no mesmo ponto, ficando cada vez mais nervoso e ainda culpará as cartas ou os profissionais por sua confusão interior.

Lembre-se que Tarô é como uma meditação, um encontro de paz com nós mesmos e por isso, deve ser respeitado e aproveitado em sua totalidade.

Por fim, usando o exemplo da pesagem diária acima, Tarô não é fast-food, é mais um encontro gourmet.

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  1. Pingback: Você tem medo do Tarô?

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