Vanessa Mazza


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Livre-arbítrio x Destino

Vanessa Mazza 24 de julho de 2013

Quando se fala em destino, isso me aborrece, pois sempre gostei de sentir o controle nas minhas mãos. Com o tempo descobri que nem sempre podemos controlar ou manipular tudo o que nos acontece, até porque cada pessoa age por vontade própria. Por outro lado, nossas reações a estes eventos, sempre dependem de nós mesmos. Por isso, não podemos nos esconder por trás de conceitos como “sou vítima” ou “o azar ou o acaso me pegou”, já que esta postura nos tira o poder de ação e nos condiciona a ficarmos inertes, deixando de seguir em frente ou reativos ao extremo, combatendo situações que poderiam ser deixadas de lado. É neste ponto que nosso livre-arbítrio atua. Trata-se daquele momento no qual decidimos o que iremos fazer com aquilo que nos aconteceu.

Por outro lado, no fundo, eu acredito que, mesmo aquilo que chega até nós, sem aparentemente nenhuma interferência nossa, também foi causado por nosso livre-arbítrio. Explico. Se temos a liberdade de decidir se iremos nos manter alegres e positivos ou tristes e lamuriosos, é preciso ter clareza que cada uma dessas atitudes irá gerar reações diferentes no Universo. Ou seja, uma pessoa que está verdadeiramente bem consigo mesma, irá atrair situações e pessoas que a ajudarão neste caminho, mesmo que estes seres não sejam, em essência, positivos. Ao mesmo tempo, se acontecerem coisas ruins, elas não virão com tanta força, como seria o caso de pessoas negativas.

Portanto, penso que sempre lucramos ao termos consciência sobre nossos pensamentos e sentimentos, assim como a forma como agimos e decidimos.  Afinal, se temos livre-arbítrio em todos os sentidos, iremos ter resoluções pessoais claras e atrairemos pessoas e situações condizentes com quem somos. Se nosso livre-arbítrio é parcial, podemos reagir corretamente às situações, não nos perdendo no caminho. Se tudo é destino, estarmos conscientes nos ajuda a compreendermos o que nos acontece, nos adaptando e não agindo contra nossos princípios.

Enfim, seja qual for a versão que você acredita, cuidar de si mesmo, buscar autoconhecimento e paz de espírito são primordiais para não enveredar pelo lado soturno, tanto do livre-arbítrio (más ações) quanto do destino (fatalismo).

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