Vanessa Mazza


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Ameaça de vingança não evita a maldade alheia

Vanessa Mazza 15 de junho de 2013

De vez em quando vejo algumas pessoas ameaçando palavras ao vento, esperando atingir quem as supostamente prejudica ou persegue, tal como um urso que se levanta no meio da floresta para impor força e medo em seus atacantes. Elas acreditam que assim o fazendo irão evitar que seus inimigos se aproximem delas para machucá-las ou que terão medo da reprimenda que possa vir em seguida.

A questão é que, tal como uma personagem do seriado de Game Of Thrones, que assisto bastante e que está recheado de vinganças, disse (mais ou menos assim) ao fraco rei: “todo rei que precisa dizer aos seus súditos ou à corte que é o rei, já mostrou que não é digno de sê-lo”. Ou seja, a partir do momento em que você precisa dizer aos outros que você irá se vingar deles caso lhe atinjam, você já deu evidências de que não é forte o bastante para se proteger. Então, ao invés de impor medo, faz papel de ridículo. Ao invés de se isolar sob um manto de invencibilidade, você se mostra suscetível a qualquer ataque.

Por isso, se alguém estiver lhe fazendo mal, primeiro entenda os motivos do outro. Pode ser que você o tenha atingido antes sem perceber. Desse modo, poderá corrigir seu erro e cessar a disputa com justiça. Caso você não encontre o motivo, tente ser diplomático, converse, resolva como adulto. Se não der certo e o outro realmente se mostrar irredutível, afaste-se e o ignore, caso ele seja apenas aborrecido e inofensivo. Agora, se ele agir contra lei, imponha a lei, mas não se iluda achando que dizer frases do tipo: “você não sabe com quem está falando”, “você vai se arrepender se continuar fazendo isso”, “você sentirá o peso da minha vingança” irá intimidá-lo. Até porque, se você já inspirasse respeito a esta pessoa antes, ela nunca teria lhe atacado em primeiro lugar. O ataque, como na Natureza, acontece quando o outro está fraco. Ou você pensa que o leão vai querer lutar contra a zebra mais forte, a maior e a mais saudável e resistente do bando? Ele vai logo naquela que não deu conta de correr o suficiente para escapar, a que estava distraída, a que é mais velha ou mais fraca.

Portanto, ao invés de perder tempo se defendendo, fazendo declarações de força, inclusive em público, que tal cuidar de si e se tornar alguém melhor? Quanto maior for seu carisma, sua força moral, seu exemplo, sua bondade e força interiores, mais dificuldade (e muitas vezes até vergonha) os outros terão de lhe prejudicar.

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