Vanessa Mazza


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Você é prisioneiro dos próprios hábitos?

Vanessa Mazza 24 de outubro de 2012

Tem muitas pequenas coisas que repetimos todos os dias e que parecem inofensivas, até porque, muitas delas, fazem parte de nossas necessidades básicas, como ir ao banheiro, nos manter limpos, tomando banho ou escovando os dentes ou simplesmente nos alimentarmos.

A problemática surge então quando um simples hábito se torna uma parte tão importante do nosso cotidiano, que se torna algo ritualístico, o que fica evidente em frases como “sem um café logo de manhã, meu dia não rende”, “se não tiver meu happy hour com amigos na sexta, meu final de semana não aconteceu”, “minha refeição não é completa sem sobremesa”, “não consigo sair de casa sem me maquiar ou passar um perfume”, “se não ler as cartas de tarô, não consigo ficar tranquila”.

Fazer estas coisas em si, não nos trazem mal, porém, se ao não fazê-las, por causa de algum imprevisto normal da vida, ficarmos perdidos, incomodados, ansiosos, tensos, frustrados, sem conseguirmos nos adaptar e aproveitar o momento, então é preciso prestar atenção.

Afinal, quando foi que começou o hábito de relacionarmos café com desempenho no trabalho? De onde vem esta dependência? Será que não é possível ter um dia pleno, independentemente do café ao ponto de, quando ele estiver presente, podermos aproveitá-lo e quando não estiver, ficarmos tranquilos?

E a pessoa que sai sem maquiagem de casa e se sente nua? Não conseguirá ela portar-se normalmente, ser espontânea, independentemente disso? Ou ficará constrangida, travada, por estar se sentindo feia e inadequada?

Já a pessoa que só pode se tranquilizar após fazer a consulta de tarô, não ficará impotente frente a novos acontecimentos da vida? Afinal, as cartas nos ajudam a ter clareza e direcionamento, mas as decisões finais são sempre nossas.

É claro que é sempre bom ter as coisas mais ou menos organizadas na nossa vida, mas é igualmente libertador sabermos que podemos a qualquer momento sermos pegos de surpresa e, mesmo assim, não perdermos o controle sobre nossas emoções. Em outras palavras: sendo ótimos profissionais sem café, mantendo a paz de espírito, mesmo se não der tempo de fazer uma consulta, aproveitar ao máximo o final de semana, sem termos saído com amigos e nos sentirmos belas, caso aconteça de um dia termos saído com pressa e esquecido o batom.

E você, já sabe quais são seus rituais de cada dia? Será que consegue se desapegar de algum deles?

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