Vanessa Mazza


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Quando ajudar demais é nocivo

Vanessa Mazza 28 de setembro de 2012

Somos educados a sempre ajudar as pessoas, a sermos caridosos, generosos, porém, muitos de nós se dedicam tanto a esta crença, que esquecem de si mesmos.

Apesar de muitas religiões aprovarem este tipo de comportamento em suas liturgias, o sacrifício moral, é de se pensar que não faria sentido Deus nos criar para que fizéssemos mal ao nosso corpo, mente e coração, seja porque negligenciamos nossas necessidades, seja porque nos flagelamos de propósito.

Afinal, um dos grandes expoentes religiosos do nosso tempo, Jesus Cristo, dizia para que amássemos ao próximo como a nós mesmos.

Ora, se devemos dar o outro o mesmo que a nós, o que isso significa na prática? Veja alguns exemplos:

  • Perdoarmos nossas falhas;
  • Não falarmos mal de nós mesmos;
  • Não mantermos raiva em nosso coração;
  • Não fazermos algo que irá nos prejudicar ou machucar;
  • Respeitarmos nosso próprio espaço;
  • Não nos sobrecarregarmos com responsabilidades que não são nossas;
  • Sermos gentis conosco;
  • Compreender nossas necessidades pessoais;
  • Fazermos aquilo que de fato gostamos;
  • Descansar ou pedir ajuda quando precisamos;
  • Falar a verdade sobre nossos sentimentos;
  • Fazer o que é melhor para nós;
  • Não ter medo de não agradar;
  • Não ter medo de errar;

Você verá que quanto mais nos ajudarmos, mais energia e disposição teremos para servir verdadeiramente aos outros, pois, se estivermos magoados, com raiva, sobrecarregados, nossa ajuda será falsa, um mero reflexo de culpa ou uma obrigação feita por medo de se assumir tal como é.

Ou seja, ser bondoso só é possível quando a primeira pessoa beneficiada por esta bondade somos nós. Se não, qualquer movimento nosso será apenas um jogo de interesse e não uma amor universal que transborda de nosso coração.

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