Vanessa Mazza


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Pais não precisam abrir mão da vida pessoal

Vanessa Mazza 8 de agosto de 2012

Entenda como os homens podem conciliar filhos e prazeres individuais

Cuidar de um filho, vê-lo crescer e se desenvolver, principalmente na sua companhia, pode ser uma das grandes realizações da vida. Afinal, aquele pequeno ser indefeso vai sendo guiado e protegido por nós, seja pela nossa atenção, carinho e desvelo, ou pelos ensinamentos e princípios que transmitimos.

Assim, é fácil compreender porque tantos pais, nesse exercício de amor e doação, acabam deixando de lado a individualidade que tinham antes do nascimento daquele filho. Então determinado homem deixa de ser João para ser o “pai de Antônio”, por exemplo, e seu dia-a-dia passa a ser pautado pelas necessidades da criança.

Mesmo que exista uma fase crítica, na qual os pais realmente precisam se dedicar muito, o natural é que o filho comece, em algum momento, a se tornar independente, tendo as próprias ideias, vontades e iniciativas. É nesse ponto que acontece o problema.

HORA DE RESGATAR A INDIVIDUALIDADE

Como o pai viveu alguns anos em função de outro ser, ele pode ter perdido o contato consigo mesmo, com as coisas que gostava (às vezes até abandonou um emprego que gostava por outro que dava mais dinheiro) ou com seus hobbies. A tendência mais forte é que quando o filho não precisar mais tanto dele, este homem se sinta um pouco vazio ou desnorteado. Afinal, ele se pergunta: “que farei eu agora?”.

Em casos mais graves, muitos pais nem sabem mais dizer do que gostam, pois assumiram rotinas que tinham uma razão de ser quando foram iniciadas, mas que neste momento não fazem mais sentido. Apesar disso, permanecem nessas situações por uma questão de costume.

Isso explica porque, mesmo sem necessidade, os pais continuam controlando seus filhos (principalmente filhas), mesmo depois que eles amadurecem, numa tentativa de ocupar o tempo com algo que consideram um dever de vida.

Você se encontra nesta situação ou está começando a entrar nela? Veja então algumas dicas.

Pai iniciante – Você ainda tem uma vívida lembrança da sua vida antes de ter filho, então mantenha vivos seus interesses, amizades e hobbies, conciliando de forma harmônica todos eles, de modo que nem seus prazeres pessoais, nem sua paternidade sejam prejudicados. Preserve também o romantismo na sua relação de casal, evitando designar seu par como “mãe” ou “pai”. Também não deixe de sair, fazer cursos ou viagens por causa do filho. Com planejamento, respeito e cuidado é possível conciliar tudo.

Pai veterano – Apesar de ser mais difícil se lembrar o que você costumava fazer, é interessante voltar a se permitir alguns prazeres. Afinal, o que lhe faz feliz? O que você gostaria de desenvolver? Quais são os assuntos que lhe interessam? Mesmo que comece timidamente, só o movimento de voltar seu foco para outra coisa que não seu filho já é bastante significativo. Recuperar também a autoestima, dar um novo gás ao relacionamento, realizar sonhos pessoais que tinham ficado engavetados pode até trazer uma renovação no relacionamento pai-filho. Afinal, quantas descobertas você não poderá transmitir a partir de suas novas experiências?

Portanto, tanto faz se você é pai iniciante ou veterano, tente sempre preservar sua individualidade, sem confundir isso com egoísmo. O pai que evolui junto com o filho se torna melhor no seu papel, justamente por ser feliz independentemente do outro.

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