Vanessa Mazza


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A Cura das Atitudes

Vanessa Mazza 22 de dezembro de 2011

Ouvindo a coleção de Mirna Grzich Quem é Você, me deparei com as 12 afirmações para a cura de nossas atitudes e resolvi falar um pouco sobre cada uma delas.

1. A essência do nosso ser é amor.

Dizem que o quinto elemento é o amor, que tal não é apenas uma abstração humana, mas de fato um tipo de energia da qual tudo é realmente criado. Daí podermos curar as pessoas e transformar ambientes apenas com sua emanação. Infelizmente muita gente confunde emoções como paixão, posse, apego ou vaidade com amor. Além disso, se nós não nos amamos, não conseguimos amar ninguém. Afinal, como dar a alguém algo que não possuímos? Estamos na verdade sendo falsos e nos enganando, não é mesmo? Fora que quando não nos amamos, não nos abastecemos dessa energia criadora e vamos definhando, adoecendo e perdendo o viço. Por isso, antes de querer se dedicar ao outro, veja se você não está ficando negligenciado no processo.

2. Saúde é paz interior. Curar é abandonar o medo.

Se nossas doenças mostram nosso histórico emocional, é de se pensar que não há como ter saúde verdadeira, se nossas emoções estão em desequilíbrio, afinal, que pessoa nervosa não sofre do estômago? ou não vive se machucando por aí? Que pessoa triste não fica anêmica ou atrofia algo dentro do seu organismo? Mas o que faz as nossas emoções se descontrolarem desse jeito? O medo. Sim, você só fica com raiva porque tem medo de perder o controle, de ser dominado. Você fica triste, porque tem medo de perder, de ser abandonado. Abandone o medo e se tranquilize.

3. Dar e receber são a mesma coisa.

Dar e receber é algo tão simples, mas as pessoas geralmente confundem com dinheiro ou trocam o efeito pela causa. A maioria de nós fica esperando receber primeiro, para depois dar. Porém, sem dar antes, o Universo nada nos retorna. A mecânica é fácil. Você está cheio de algo, seja criatividade, amor, paz, alegria, conhecimento e distribui isso por aí, pois você não precisa ficar com isso dentro de você. Quando você doa, você fica leve e feliz, pois aquilo fez sentido. Se as pessoas farão bom uso, é karma delas, não seu. E, por consequência, outras pessoas transbordantes como você irão querer lhe dar um monte de coisas. Por isso, pare de cruzar os braços achando que devem lhe servir, pois você já faz suas obrigações.

4. Podemos nos desprender do passado e do futuro.

Passado e futuro são conceitos da mente, representações abstratas de algo que não existe. Não pense que porque sua memória do passado e a imaginação do futuro são vívidas, que isso signifique que existam materialmente. Ambos estão apenas na sua cabeça. Desse modo, quanto mais tempo você gasta se perdendo em pensamentos, menos se concentra na realidade. E, a única coisa real que você tem é o presente, que lhe escapa pelos dedos a cada segundo.

5. O agora é o único tempo que existe e cada instante é para nos doarmos.

Esse conceito é uma união do item 3 com o 4, mostrando que estaremos cumprindo nossa missão de vida se pudermos nos concentrar no agora e fazer dele o melhor proveito, é colocar nossos talentos em prática, fazendo bem aos outros e construindo algo maior.

6. Podemos aprender a amar a nós mesmos e aos outros perdoando, ao invés de julgando.

Perdoar é compreender e só compreende quem tem compaixão, quem enxerga a vida pela ângulo dos outros. Julgar é muito fácil, porém, muito arriscado, pois nunca sabemos as motivações reais daquela pessoa, nem sua história, muito menos suas dores ou ainda karmas que carrega dessa e de outras vidas. Não vemos a pessoa verdadeiramente, apenas a imagem que ela carrega. Além disso, muitas vezes damos mais valor ao que os outros pensam dessa pessoa do que a nossa própria intuição.

7. Podemos nos transformar em pessoas que vêem o amor e o que une, em lugar de pessoas que vêem o erro e o que desune.

Focar no erro, na escassez, no feio, no mal é o pior que podemos fazer, pois rapidamente ficaremos tão viciados neste tipo de pensamento, que não seremos mais gratos por nada, perderemos nossa fé e nosso amor interior, ficaremos egoístas e presunçosos, julgaremos e criticaremos as pessoas constantemente, nos sentindo superiores. Reclamaremos, nos desmotivando e perdendo a alegria de viver. Ficaremos afastados dos outros e nossa vida perderá a saúde e a prosperidade. Não faça isso! Agradeça, elogie, foque no que deu certo, no que é bom e belo, no que é abundante e cada vez mais, só isso resplandecerá na sua existência.

8. Podemos escolher nos direcionar para a paz interior, independentemente do que está acontecendo no exterior.

Se o exterior é reflexo do nosso interior, realmente a coisa mais sensata a fazer é ficarmos em paz, antes de tentar combater qualquer coisa na nossa vida cotidiana. Afinal, se estamos nervosos, abatidos ou tristes não iremos resolver praticamente muita coisa. Pior, podemos até deixar tudo ainda mais difícil por ansiedade, falta de confiança e mau julgamento. Independentemente do que esteja acontecendo na sua vida, relaxe, respire, medite.  Quem sabe no seu silêncio as melhores respostas não surgem?

9. Somos alunos e professores uns dos outros.

Ninguém é mestre sem ter sido aluno e, quando o mestre ensina, também aprende, pois muito do que ele precisa elaborar para o outro é encontrado em suas próprias referências de vida. Muitas vezes o conselho que ele dá serve para ele mesmo. Desse modo, vamos fugir da falsa humildade do aluno que “não sabe de nada” e da soberba do mestre que “acha que sabe de tudo”.

10. Podemos nos concentrar na totalidade da vida e não nos seus fragmentos.

Realmente, se ficarmos presos aos galhos, não veremos as árvores, nem a grande floresta. Aqueles pequenos galhos nos aborrecerão e poderemos até ficar paralisados, lutando contra eles. Não entenderemos seus propósitos, nem conseguiremos lidar com eles de forma positiva. Por isso, veja além das aparências, se concentre no caminho e não nos obstáculos.

11. Sendo o Amor eterno, não existe razão para temer a dor e a morte.

A eternidade do amor faz todas as coisas parecerem transitórias. Tudo passa, mesmo a dor, mesmo a morte. São aspectos de uma vida maior, que dura mais que os anos que contamos no calendário desde o nosso nascimento.

12. Podemos sempre ver a nós mesmos e aos outros como seres que ou oferecem amor ou suplicam ajuda.

Ver as pessoas como realmente são ao invés da projeção que jogamos sobre elas, associada aos incontáveis rótulos de bom, mau, legal, interessante, chato, etc é a saída para a verdadeira compaixão. Afinal, se não pudermos ver a essência, como enxergar a fragilidade? Ninguém é mau pela maldade, apenas fica negativo por falta de amor. Quantas vezes não estávamos brigando com uma pessoa esperando que ela enxergasse nossa dor e nos amparasse?

Extraído do livro “Um Curso em Milagres”

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