Vanessa Mazza


0

Ninguém é condenado a ficar sozinho

Vanessa Mazza 10 de novembro de 2011

Quando uma mulher chega aos 40, 50 anos sozinha, ou porque tentou vários relacionamentos que não funcionaram, ou porque nunca encontrou a pessoa certa, a ideia de que isso é destino, carma, má sorte ou punição divina, fica muito forte. Porém, será que se trata realmente de algo inevitável e imutável?

Se você acredita que exista acaso e que algumas pessoas realmente nasceram para serem felizes e outras não, então de fato não há o que fazer, pois você já criou um bloqueio tão grande na sua mente, que impossibilita que oportunidades possam surgir e lhe surpreender. Agora, se você entende que sua vida é construída a partir das suas escolhas, atitudes, formas de pensar e igualmente da sua fé (não religiosa, mas espiritual e pessoal), as coisas mudam de figura. Afinal, você passa a olhar o efeito, que é a solidão perpétua, como um sintoma de uma causa que até o momento você não decodificou, mas que, compreendendo, você poderá corrigir.

Mas como identificar a causa?

Apesar de sermos muito diferentes um dos outros, geralmente são os mesmos motivos que levam uma pessoa a nunca se relacionar ou a não ser feliz no amor, a saber: falta de amor próprio, falta de grandes metas pessoais, falta de fé na vida e em si mesmo, medo de perder e apego, além de modelos de relacionamento distorcidos vindos da infância. Para ficar mais claro, vamos entender ponto a ponto:

Falta de amor próprio: a gente só pode dar o que tem. Além disso, nós também só iremos receber o que já damos. É assim que o universo funciona. Portanto, se você não se ama, não irá motivar ninguém a lhe amar (a não ser um ser humano de espírito muito elevado). Por isso que, geralmente quando temos a autoestima baixa, atraímos pessoas que também são inseguras e que exigem tudo de nós e não querem nos dar aquilo que precisamos. Ou seja, ficam os dois se cobrando mutuamente e sendo ao mesmo tempo grandes egoístas. Paradoxalmente, essas mesmas pessoas cedem, fazem concessões e abdicam de coisas importantes para “comprar” do outro a atenção, amor, carinho, lealdade, criando uma relação cheia de raiva, mágoa e culpa, que geralmente culmina em separação, acidentes, traições ou doenças;

– Falta de grandes metas pessoais: se a gente não tem sonhos, nem metas, nem grandes objetivos, nosso foco fica apenas nos relacionamentos, pois acreditamos que serão eles que nos realizarão, que nos trarão felicidade. Então muitas vezes uma pessoa fica sozinha por anos se lamentando da ausência de um companheiro, mas não usa este tempo para crescer como pessoa, nem na construção de algum legado. Fica apenas presa a uma rotina de trabalho, família e talvez pequenos divertimentos que não preenchem este vazio;

– Falta de fé na vida e em si mesmo: é claro que uma coisa leva a outra. Quem não tem planos e projetos é porque não se ama e não bota muita fé na própria capacidade, assim, se torna uma pessoa muito enfadonha e desinteressante para possíveis bons candidatos ao amor. Afinal, todos nós queremos nos relacionar com pessoas felizes, bonitas, bem sucedidas, interessantes, inteligentes, fortes, mas, como atraí-las se nós não somos nem a sombra disso?

– Medo de perder e apego: por isso que quando alguém surge, muitos de nós fazem qualquer coisa para manter o relacionamento, mesmo que não seja bom, só por causa do medo de ficar sozinho, de ser rejeitado, trocado ou abandonado;

– Modelo distorcido da infância: Nós frequentemente buscamos na vida adulta representações daquilo que aprendemos na infância. Isso é automático e só para de acontecer quando tomamos consciência e resolvemos nosso conflito interior. Se nossos pais não foram felizes, se brigavam, traiam, se não se respeitavam, ou não se divertiam juntos, se nosso pai era muito “mole” e sem fibra ou austero demais, se eram doentes ou problemáticos, são justamente estes dilemas que encontraremos nos relacionamentos. Por isso que geralmente uma mulher que teve pai ausente de alguma forma, irá se atrair por homens casados, indisponíveis, problemáticos, viciados, etc, justamente por reconhecer neles o primeiro modelo de homem que teve.

Por tudo isso, não repita mais que você está “condenada a viver sozinha”, pois isso não é destino, é uma escolha que você faz diariamente. Analise os tópicos acima e se cure, se resolva, mude sua atitude, seja mais plena, independente, feliz por si mesma. Não caia no engodo de achar que uma pessoa só pode ser feliz e realizada estando com alguém. Se for reparar bem, tem tanta gente acompanhada muito mais triste que outras que estão vivendo suas vidas de forma livre!

É claro que é ótimo estar num relacionamento com alguém especial, mas, como disse acima, é preciso merecer esta pessoa, ao invés de ficar estagnada, esperando que um ser perfeito lhe resgate e lhe transforme, sem que você precise fazer nenhum esforço para isso. Tome as rédeas da sua vida! O amor não tem hora para acontecer. Ainda dá tempo!

Vanessa Taro

Se encontra numa dessas situações? Veja como se consultar – http://vanessamazza.com.br/2012/10/07/consultas-on-line-e-presencial/

Tags deste artigo: , , ,

Deixe um Comentário

Login to your account

Can't remember your Password ?

Register for this site!