Vanessa Mazza


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A sociedade que não premia a velhice

Vanessa Mazza Furquim 15 de abril de 2010

Hoje trago a imagem do Eremita, a carta nº 9 do Tarô de Marselha. Baseando-me no que tenho ouvido ultimamente de meus clientes, me ponho a pensar em como é interessante perceber como nossa sociedade não premia a experiência, nem a sabedoria. De um modo geral, se procura a eterna juventude do corpo e não da alma. Afinal, retornar ao estado de velhice é voltar a ser inocente. A diferença entre o velho e a criança, é que a inocência do ancião é cheia de conhecimento e da criança, cheia de fantasias.

Vejo tantas pessoas com mais idade se sentirem inúteis, como se tudo aquilo que fizeram até então não tivesse tido um significado. Neste sentido, se perdem o emprego de tantos anos, acreditam que não irão conseguir outro. Afinal, quem irá contratar uma pessoa mais velha se pode ter um jovem no lugar?

Eu acredito que a tendência da humanidade é de durarmos cada vez mais tempo. Isso significa que o trabalho continuará sendo parte integrante de nossas vidas até os 80, 90 anos, ao invés dos 50, 60 atuais. É preciso, portanto, estarmos preparados para esta evolução, mantendo nossas mentes jovens e confiantes de que ainda temos muito que oferecer.

Por isso, se você tiver mais de 50, não se preocupe. O fim ainda não chegou. Aprimore-se, redescubra-se, mas não se deixe cair no marasmo, nem da tristeza. Se não lhe derem um emprego, crie você sua própria atividade.

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