Vanessa Mazza


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2008 – O ANO DA SOLIDARIEDADE

Vanessa Mazza Furquim 18 de janeiro de 2008

Quando decompomos o ano de 2008, encontramos o hexagrama 20 – Kuan – A Contemplação e o hexagrama 08 – Pi – A União. Ambos falam de um estado profundo de meditação, de pura observação, enfim, de conexão com a Vida, a Natureza e todas as pessoas ao nosso redor.

Mesmo num mundo tão complexo e cheio de contradições e divergências é possível ver a simplicidade, a beleza e a justiça da Vida seguindo seu curso, com a nossa interferência ou não. Infelizmente, aqueles que ainda persistem num ponto de vista caótico, cheio de tristeza e descrença, são incapazes de enxergar o real sentido por trás de tudo, o que gera pânico, depressão, isolamento, agressividade e desconfiança entre todos os seres.

Essa separação faz com que todos nós sejamos mais fracos. Nossa energia é desperdiçada com maus pensamentos, más palavras e atitudes. Não temos tempo para nada que importa de verdade, mas gastamos nossas horas com futilidades, na maioria das vezes querendo controlar situações ou pessoas, simplesmente sufocados por medos e inseguranças, paralisados pela culpa ou pela vergonha.

Num tempo tão dualista, é preciso escolher um lado: o lado da separação ou da união; do falatório sem sentido ou do silêncio profundo; do egoísmo e indiferença ou da cooperação e compaixão.

Com o Hexagrama 20, o I Ching diz que “para chegar a uma compreensão profunda, é indispensável observar, refletir e meditar”, além disso, “compreender as necessidades dos outros confere dignidade, suscita respeito e garante o apoio daqueles que são nossos seguidores.”

Quando unimos os dois hexagramas citados, temos como linha mutável a primeira, que reforça ainda mais este conceito de respeito ao próximo, ao afirmar que “a superficialidade e a indiferença em relação aos problemas dos outros são imperdoáveis naquele que se considera uma pessoa evoluída”.

Já o Hexagrama 08 confirma que o isolamento não é nada saudável, pois ser solidário é uma das relações mais nobres, porém mais difíceis de se praticar, pois exige generosidade e desprendimento de cada um de nós.

Não há igualmente como ser solidário apenas algumas vezes. Isso tem que ser um estado de espírito constante. Isso explica porque existe tão pouca solidariedade no mundo atual. Com tanto medo e desconfiança, como se pode estender à mão ao desconhecido? Ser solidário é se comprometer, é se permitir ser íntimo. Entretanto, como se pode ser aberto ao mundo se não temos segurança e fé em nós mesmos?

É vital então unir-se aos outros.

Em 2008, faça parte de uma comunidade. Compre uma idéia. Participe de algo maior que sua própria vida. Seja solidário!

Referência I Ching – O Livro das Mutações, Ed. Círculo do Livro, São Paulo, 1994.
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