Vanessa Mazza


1

Série Sobre os Egos – II – O Passivo (A Sacerdotisa)

Vanessa Mazza Furquim 22 de junho de 2007

O segundo Arcano Maior do tarô é A Sacerdotisa, também conhecida por A Papisa. No Tarô Mitológico, ela é representada pelo mito de Perséfone, que foi raptada do mundo à luz do dia, para se tornar esposa de Hades, o deus das Profundezas.

E, de fato, a Sacerdotisa é uma carta sempre associada com o interior, com aquilo que está oculto, com a profundidade do inconsciente, a intuição, a receptividade e a sensibilidade.
Ela também costuma ser a imagem do autoconhecimento, já que segura em suas mãos um grande livro e tem em seu semblante um olhar sereno e de observação contínua do mundo ao seu redor.Porém, quando analisamos o sentido oposto, percebemos que as pessoas, cujo ego pode ser representado por esta lâmina, são extremamente passivas, com medo de viver, de agir. Pessoas que, com sua timidez, não conseguem avançar ou mostrar seus talentos ou verdades e que acabam seguindo a tendência a tudo concordar e aceitar, por não saberem lidar com a adversidade, as opiniões contrárias ou mesmo com o confronto direto. Constantemente elas preferem se abster de se manifestar, revelar seu “eu” verdadeiro, de modo a melhor se protegerem do mundo e das reações adversas.
Esta insegurança crônica pode levá-las, a longo prazo, a se tornarem seres humanos de caráter servilista, daqueles que vendem sua alma para conseguir pequenos favores e manter garantida sua posição na sociedade.Geralmente são pessoas que podem até mesmo passar uma aparência de confiabilidade e tranqüilidade exteriormente, mas que em seu interior escondem mares de tensão, medos e inseguranças. Querem falar, se expressar, mostrar suas vontades, mas temem serem repreendidas, já que não possuem a força necessária para lutar por aquilo que acreditam.
Se você se reconhece neste perfil, é importante começar a acreditar mais na própria capacidade, valorizando-se a si mesmo como indivíduo único no Universo. Deus nunca criaria algo sem valor ou que não possuísse meios de contribuir de maneira original ao mundo. As pessoas passivas precisam perceber que não existe ninguém melhor que ninguém e que toda comparação que traçamos são tolas, pois o que existem são estágios diferentes de evolução. Ora, não se compara uma criança a um adulto, muito menos um músico a um engenheiro mecânico.
Também não se deve confundir servilismo com humildade. Ser humilde é reconhecer o nosso lugar dentro de um contexto determinado, sabendo exatamente quais são nossas virtudes e nossas fraquezas e ser servilista é se colocar abaixo dos outros, utilizando-se de técnicas para envaidece-los, exclusivamente para obter deles favores.
Analise friamente quem você é e com o que pode contribuir, esforçando-se para passar isso à diante. Muitas pessoas talvez não se interessem pelo que você tem a dizer, mas muitos outros irão parar para ouvi-lo. E seu trabalho, suas idéias e suas palavras podem mudar para melhor a vida de muita gente. Acredite!

Login to your account

Can't remember your Password ?

Register for this site!