Vanessa Mazza


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Série Sobre os Egos – I – O Workaholic (O Mago)

Vanessa Mazza Furquim 22 de junho de 2007

Como havia dito na Introdução dessa Série, cada Arcano Maior retrata em profundidade aspectos muito enraizados de nossas personalidades, que são demonstradas simbolicamente por meio dos arquétipos universais – uma espécie de base psíquica existente em todos os seres humanos, que identifica símbolos e conceitos, independente de cultura e educação – que, desde o Egito Antigo, como se acredita, vêm ilustrando as cartas do baralho e igualmente suas consultas.

O primeiro (em alguns casos, segundo) Arcano Maior do baralho é chamado de Mago, que numa leitura mitológica também é conhecido pelo deus Hermes, aquele que simboliza a rapidez, os caminhos e a comunicação. Geralmente se vê O Mago representado por um homem que dispõe de muitas ferramentas e que domina vários elementos. Numa leitura positiva, ele demonstra curiosidade, habilidade, inteligência e sagacidade, assim como espírito de juventude, criatividade e vanguarda.
Dentro da leitura dos egos – esse aspecto de nosso ser que forma nossa personalidade e a exterioriza através de ações boas e más – O Mago representa a típica pessoa viciada em trabalho, distúrbio popularmente conhecido por “workaholic”.
Na vida prática, é alguém que perdeu o foco da sua atividade; que fundiu de tal maneira sua vida com seu trabalho, que todos seus conceitos a respeito de moralidade, certo e errado e de hábitos em geral ficaram totalmente agregados ao mundo corporativo.É aquela pessoa que não se permite parar um instante para alongar as pernas; que se culpa por pensar em tirar férias; que não consegue delegar tarefas, nem responsabilidades e que se sobrecarrega a ponto de adoecer.
O que esta pessoa não percebe é que a doença, quando chega, é uma maneira do corpo dizer o óbvio: de que ela precisa se libertar daquela carga inútil. Porque o que existe por baixo de toda esta aura de bom profissional, dedicado e dinâmico é o orgulho de não querer “dividir os louros” com os outros colegas; é a insegurança de ser “passado para trás”, de ser substituído e de não ser mais aceito.
Se você se reconhece neste perfil, é melhor começar a desenvolver mais amor e confiança em si mesmo, lembrando que todos nós somos úteis ao mundo e temos algo a oferecer; que precisamos sim, de ajuda e colaboração das outras pessoas; e que ser feliz, dividindo a vida entre trabalho, lazer e família, é muito mais interessante e nos traz muito mais prosperidade e paz do que querer abraçar e carregar o mundo sozinho.
Se o que lhe motiva a trabalhar tanto é o sentimento de quer trazer segurança a si mesmo e aos outros que porventura dependam de você, tenha em mente que você não é insubstituível e que não cabe a você tudo realizar. Seria muito arrogante de nossa parte pensarmos que, se não fizermos algo, ninguém mais será capaz de fazê-lo.
Realize o que está ao seu alcance, fazendo bem feito e cuidando de si com amor. Pois, no final do dia, o que as pessoas querem de nós é um indivíduo para compartilhar idéias, amor, alegria e não um ser cansado que coloca dinheiro pontualmente todos os meses sobre nossa mesa.

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